Chama-se desespero consentido á quadrícula do sonho que lhe caíu do mosaico.
E o fumo do tabaco exageradamente áspero, aspira-lhe a densa barba do rosto, deixando-o só.
Não se trata de uma última palavra, caiu-se-lhe o fim do tempo aos pés e não mais foi possível a marcha lenta do eternamente.
Desamparados corações que vagueiam no mundo, em busca de um também palpitar comum entretanto perdido no tamborilante eclipse da tinta da china e do rasteiro pedal do tempo.
Ela desacreditou-o. Ele, sempre. Não mais.
Poderia o céu ter sido esse lugar terreno de um e de outro, quando um é outro no imenso singular que os dois são. Mas o pilar do rio é o leito, e os nenufares em peso morto transbordam o embrião hereditário destes dois cegos, que se sonharam nem futéis, nem tributáveis, nem de joelhos, quando a contra-dança das sensações é um pulsar resistente da salvação que ninguém quer.
O camuflado choro dos dias póstumos.
O estorvo que se pérpetua em cada narrativa a que ambos assistem do sofá. Onde se escondem e se sentem confortáveis, prontos para outra valsa da dormência consentida, que se inscreve em uma quadrícula mais do peregrino xadrez em que Rei e Rainha jamais se cruzarão de novo na casa partida.
2 comentários:
deep, "Não se trata de uma última palavra, caiu-se-lhe o fim do tempo aos pés e não mais foi possível a marcha lenta do eternamente.
Desamparados corações que vagueiam no mundo, em busca de um também palpitar comum entretanto perdido no tamborilante eclipse da tinta da china e do rasteiro pedal do tempo."
papava-te todo!
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